BIM: Para quem, o quê inclui, quem paga?

Parece inevitável que todas as indústrias rumem para a automação. Na construção civil este momento já chegou, em parte devido aos múltiplos aprimoramentos em tecnologia de materiais e ferramentas, e parte em função das tecnologias de projeto que tem avançado em velocidade incisiva.

Novas metodologias de projeto – como BIM, são concebidas para ajudar empresas e profissionais a automatizar a informação dos locais de trabalho, com a mínima exigência de intervenção de pessoas.

BIM é uma forma inteligente de integrar as informações e os dados do Projeto. Um método de trabalho organizado para manejo e interação das informações relacionadas, que ficam associadas a elementos reais, e tornadas parte do projeto.

Sempre que for solicitado a opinar sobre BIM, tente responder às perguntas iniciais que surgem a cada um dos ‘atores’ envolvidos na área:

CONTRATANTE/DONO DO EMPREENDIMENTO

Quando o dono do empreendimento diz que “…quero os projetos em BIM…” onde deve estar – de fato – seu objetivo ?

A razão mais imediata é que o dono do empreendimento deseja uma solução arquitetônica inteligente, bonita, com projetos que se harmonizem, o que é tarefa de um bom Arquiteto, e sejam acompanhados por pelo menos os seguintes fatores:

a) Orçamento confiável
Os custos do empreendimento devem ficar o mais próximo possível do valor real. Este item é normalmente a primeira preocupação do dono do empreendimento. Não está relacionado propriamente a ter projetos em 2D ou em 3D, mas os projetos precisam ser confiáveis e de qualidade, com detalhamento preciso, abrangente e completo.
b) Lista de materiais atualizada.
As listas contendo os serviços e os materiais devem ser confiáveis, adaptar-se na medida em que forem sendo feitas modificações aos diversos projetos. Este aspecto é valorizado sempre que os projetos forem de qualidade, estejam em 2D ou 3D. A exigência indissociável do projeto é de que suas listas sejam capazes de detectar e refletir as alterações nos demais projetos inter-relacionados. Daí o valor de uma plataforma integrada que execute aplicações e as mantenha perfeitamente conectadas.
c) Garantia para evitar atrasos.
O dono do empreendimento quer meios para eliminar atrasos na obra. Mas, não estou me referindo dos atrasos decorrentes da falta de recursos financeiros. O que interessa eliminar são os atrasos previsíveis, causados pela interferência que obrigatoriamente será provocada entre os diversos projetos, de acordo com suas naturezas específicas. Este tópico será diretamente beneficiado com projetos elaborados em 3D, especialmente naquelas regiões físicas da edificação onde haja sobreposição de elementos de construção, que atendam as múltiplas disciplinas de projeto.

PROJETOS DE ARQUITETURA

Quais podem ser as vantagens de usar o BIM para arquitetura ?
Quem projeta Arquitetura espera usar BIM para obter benefícios tais como:

a) Trabalhar em 3D real.
Para facilitar a visualização do projeto e permitir estudos da volumetria e do entorno, escolher materiais, simular acabamentos, analisar insolação e ainda avançar em diversas outras direções.
b) Documentação confiável em 2D.
Para tomar as decisões corretas no projeto é necessária a geração de documentação fiel nas projeções 2D, planos, cortes, elevações. As vistas geradas em 2D devem estar associadas diretamente ao modelo 3D, e ser atualizadas instantaneamente sempre que houver alterações no modelo integral de origem.
c) Interagir com os demais projetistas.
As informações são componentes essenciais nos projetos, para respaldar as decisões. Haverá troca de informações sobre escolhas que influenciam entre os projetos participantes, tanto no aspecto dimensional como nas propriedades, normalmente provocados pelas decisões arquitetônicas e que costumam ser complementados com as definições vindas dos demais projetos numa atuação de mútuo benefício.

PROJETOS DE ENGENHARIA

No quê vai interessar o BIM para engenharia ?
As várias especialidades da Engenharia utilizam o BIM para diversos aspectos, como:

a) Clash-detection (detecção de colisões físicas).
A capacidade de antecipar-se às colisões entre projetos no espaço 3D é essencial para resolver a ocupação de espaços físicos, especialmente naquelas posições de ocupação mista na edificação, como o cruzamento de uma viga por uma canalização de esgoto, o tubo de queda que se serve de parte do trajeto de uma coluna, o duto de ar condicionado que precisa atravessar uma parede. Situações frequentes em projetos com qualquer nível de complexidade.
b) Troca de informações.
Elementos de construção em BIM são carregados com informações de atributos em suas características físicas e geométricas. Cada informação pode enviar ‘requerimentos’ e ‘respostas’ a outros elementos correlacionados. Na troca de informações entre os diversos projetos precisa haver inteligência na ocupação das áreas em que interferem fisicamente.
c) Lista de Materiais.
A geração das listas de quantitativos de materiais e serviços deve ser disponibilizada a partir de cada projeto de especialidade.

A última pergunta, mas que não é a menos importante: Quem vai pagar pelo BIM ?


Um projeto em BIM incorpora uma quantidade inédita de informações de qualidade ao projeto, e, neste sentido é essencial entender se os profissionais envolvidos estão sendo valorizados no seu papel. Por essa razão é uma exigência clara que os custos para desenvolvimento dos projetos passem a incorporar essa valorização.

O ganho imediato e significativo trazido ao empreendimento é a possibilidade de se antecipar aos problemas no projeto. Muito antes de dispender o primeiro R$ em material para o empreendimento você vai poder antever os eventuais conflitos entre os diversos projetos, e com isso pode evitar erros e atrasos de obra que tanta dor de cabeça e custos imprevistos (ou previsíveis) costumam trazer a qualquer empreendimento.

Um projeto em BIM que atenda às normas terá capacidade para trocar informações entre as várias especialidades, através de seus respectivos projetos. Sempre que alguma alteração seja realizada num dos projetos será possível conhecer a influência nos demais. Alterações na geometria devem ser acompanhadas pelos demais aspectos, desde a programação de execução até os custos, passando pelas cronologias relacionadas: cronogramas de encomendas, pagamentos, suprimentos, e para execução dos serviços.

BricsCAD tem uma solução real neste mundo novo que está por ser descoberto:

O BricsCAD já tem incorporados recursos para atribuição das propriedades para cada elemento do projeto. Oferece capacidade para Importar e Exportar projetos BIM no formato IFC. Além disso, permite fazer detecção de colisões entre sólidos 3D, e oferece uma plataforma completa para desenvolvimento de aplicações especializadas.
Atualmente mais de 400 aplicações de projeto que hoje se utilizam dos métodos convencionais já são oferecidas, e gradativamente estão sendo transpostas para o ambiente BIM, e serão oferecidas como ferramentas especializadas em cada uma das áreas de projeto em torno dos projetos integrados.

O BricsCAD usa legalmente os comandos e o formato nativo *.dwg, que foram criados ainda para o AutoCAD, e hoje se tornaram de uso público por uma centena de softwares de projeto. Muita gente se sente familiarizada imediatamente com o ambiente.

Assim o usuário pode adquirir estações de trabalho a um custo bem suportável. Em pouco tempo estará familiarizado e vai se mover com desenvoltura no BricsCAD. O primeiro desafio para aprender o BIM já estará superado ao dominar os passos iniciais com BricsCAD.

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